
A falta de oportunidade para a participação dos cidadãos nas questões de discussão proposta pelo legislativo municipal, levou a presidência da casa a criar o decreto legislativo número 532, de 9 de setembro de 2011, que possibilita a descentralização da Câmara Municipal com toda sua estrutura adaptada aos bairros. Portanto, a primeira reunião aconteceu na terça-feira, dia 13, às 18 horas, no salão da comunidade São José Operário, localizado no bairro Jardim América. Nesta primeira investida, a Câmara Municipal se deslocou com toda sua assessoria, e contou com a presença do representante do executivo municipal, secretário de Administração, Ubiratan Senna. Vários temas ligados ao desenvolvimento do bairro Jardim América, foram debatidos. Entre as principais necessidades, destaque para a instalação de um posto dos correios. A Câmara recebeu abaixo-assinados, organizado pela Associação Família Pela vida (AFAVI), contendo mais de mil assinaturas que serão encaminhadas ao Ministro das Comunicações, Paulo Bernardo Silva, em Brasília; ao diretor dos Correios/RS, Jair Batista Antunes, solicitando a instalação de um posto dos correios no bairro Jardim América.
O decreto foi criado para ser intermediador entre população e poder legislativo. “Com a descentralização da Câmara Municipal os cidadãos terão oportunidade de aproximarem-se do legislativo, saber qual a função do vereador, e como funciona o legislativo. Também vamos convidar o primeiro escalão do executivo municipal para participar dos encontros, proporcionando a população uma resposta definitiva na solução dos problemas apresentado pela comunidade”. O próximo encontro será no dia 29 de setembro, às 18 horas, no salão do Fluminense Futebol Clube, localizado no Cerro do Estado.
CPI DA SAÚDE
Nesta sessão, os vereadores Mauro Nolasco (PT), Antonio Vieira (PTB), Jéferson Antuarte (PTB) e Valdecir Lima (PMDB), protocolaram junto à mesa diretora da Câmara, requerimento solicitando abertura de uma CPI na Secretaria Municipal de Saúde, para averiguar a situação dos médicos que não são contratados pela prefeitura, mas que trabalham no município e recebem através do recibo de pagamento autônomo (RPA).
Segundo os vereadores um médico concursado no município, recebe R$9,28 por hora trabalhada, tendo que cumprir seis horas de trabalho. Já os médicos pagos através de RPA, recebem R$35,00 por hora trabalhada, e muitas das vezes não cumprem horário. A CPI vai investigar o porquê desta diferença? Quem são os beneficiados, e por quê?